É engraçado (e ao mesmo tempo aterrador, desesperador, com um que de "não sabia?!") quando a gente se dá conta de como um ambiente muda com a chegada, após uma certa ausência, do representante fisico da "moral e da lei".
Ouve-se um "muito obrigada" ao findar de ligação telefônica que há um mês já não era praxe, o silêncio vira sepulcral, as condescendências voltam a atuar. Até a "otoridade" ter que sair de novo. Aí o despotismo volta ao normal.
***
Nada a ver com o comentário acima, mas hoje me lembrei de como parei de roer unhas. Eu era daquelas que roía até a cutícula, um prazer sado-masô que nem te conto. Aí, um dia, com 13 anos, ou seja, em plena formação da personalidade que queremos que interesse ao sexo oposto, uma professora de educação física com unhas de Tina Turner nos anos 80 diz: "uma mulher se reconhece pelas mãos".
Comentário machista, idiota e sem noção, ainda mais para menininhas de sétima série, mas me fez parar de roer unhas imediatamente. Surtiu até mais efeito que as ameças "vai furar os intestinos", vão ficar armazenadas no estômago", "quem roe unha fica louco", etc... Às vezes, nos sentirmos ridículos ou sermos ridicularizados com um propósito babaca nos faz parar com certos vícios... não tinha pensado assim.
Homo Metropolitanus - A vida na vitrine
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Então...
Ela era daquelas que sempre que uma terceira amiga ou até um completo desconhecido chegava para a pessoa com quem estava conversando, sentada na escada do colégio, matando aula, lendo a Querida (oh sim, tinha assinatura desta m...aravilhosa revista) saía de mansinho, até o assunto se dar por encerrado. E com certo orgulho de respeitar o "particular".
Também mantinha as lealdades, mesmo depois de uma rasteira do tipo ser a última escolhida prá jogar caçador ou nem sequer ser convidada para o cinema, porque "já ia muita gente e ela nem iria gostar de ver Os Assassinos de Plutão invadem a praia".
Ou seja, bocaberta, mas uma bocaberta do bem. Cuja boca servia, e muito, como cesto de basquete para bolinhas de papel.
Quando cresceu, continuou uma pessoa com lealdade cega e suicida, mas tudo bem... Batia no peito com o mantra: "Yes, I Care".
Então, você, que sabe-se lá por que saiu assim, à francesa, mas que, para quem percebeu, a escapada foi um estrondo de Reveillon... magoou. Nem sei se ainda gosto de você... Quem sabe sim, agora que me vi livre das amarras perpétuas da fidelidade impostas por mim mesma... fiel enquanto dure never more... Quem sabe isso me faça ainda gostar de você, esta quebra que impôs no paradigma autoinfligido de cantar d'amigo medieval... NOT
Vou parar com o momento autocrítica "aonde foi que eu errei? será que fiz algo sem notar?" porque às vezes, bem lembrado pela Patsy, "as pessoas são assim". E, às vezes, às vezes é quase sempre.
Magoei mas sobrevivi. Com um certo "orgulho".
Também mantinha as lealdades, mesmo depois de uma rasteira do tipo ser a última escolhida prá jogar caçador ou nem sequer ser convidada para o cinema, porque "já ia muita gente e ela nem iria gostar de ver Os Assassinos de Plutão invadem a praia".
Ou seja, bocaberta, mas uma bocaberta do bem. Cuja boca servia, e muito, como cesto de basquete para bolinhas de papel.
Quando cresceu, continuou uma pessoa com lealdade cega e suicida, mas tudo bem... Batia no peito com o mantra: "Yes, I Care".
Então, você, que sabe-se lá por que saiu assim, à francesa, mas que, para quem percebeu, a escapada foi um estrondo de Reveillon... magoou. Nem sei se ainda gosto de você... Quem sabe sim, agora que me vi livre das amarras perpétuas da fidelidade impostas por mim mesma... fiel enquanto dure never more... Quem sabe isso me faça ainda gostar de você, esta quebra que impôs no paradigma autoinfligido de cantar d'amigo medieval... NOT
Vou parar com o momento autocrítica "aonde foi que eu errei? será que fiz algo sem notar?" porque às vezes, bem lembrado pela Patsy, "as pessoas são assim". E, às vezes, às vezes é quase sempre.
Magoei mas sobrevivi. Com um certo "orgulho".
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Vacinas, soros e chá de sumiço
Desde que nascemos até quando morremos somos protegidos por vacinas. Temos vírus encapsulados correndo nas veias. Mas, e quando a única forma de tomar uma injeção salvadora é apenas a paliativa?
Porque ainda não inventaram vacina para alguns tipos, somente soro antiofídico. E, dependendo da espécie em questão, pode nem ter no Butantã.
Também é recomendável cautela e canja de galinha. Há quem tome chá de camomila, erva cidreira, santo daime... Mas o melhor ainda é o de sumiço.
Porque ainda não inventaram vacina para alguns tipos, somente soro antiofídico. E, dependendo da espécie em questão, pode nem ter no Butantã.
Também é recomendável cautela e canja de galinha. Há quem tome chá de camomila, erva cidreira, santo daime... Mas o melhor ainda é o de sumiço.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Reza do crioulo doido
De lua cheia, benesse do universo, karma astral, santo antônio e cecília, leprechaun, trolls e força de vontade, a gente reza - reza no sincronismo do samba do crioulo doido que só o brasileiro sabe fazer tão bem. Saravá cabocla jurema!
Que tudo vai se ajeitar, que metade do pedido já está lá, que são as velas prá pagar - e não apagar.
Vai dar certo, tem que dar, sempre dá em uma família meio judia, meio cristã, com pitadas de babalorixás e fagulhas de fogueiras wiccanas.
Tem que acreditar!
Que tudo vai se ajeitar, que metade do pedido já está lá, que são as velas prá pagar - e não apagar.
Vai dar certo, tem que dar, sempre dá em uma família meio judia, meio cristã, com pitadas de babalorixás e fagulhas de fogueiras wiccanas.
Tem que acreditar!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Muralha ameaçadora!
"Tá achando que tá num táxi?" A frase de uma colega durante o almoço, que também sofre com ônibus lotado de manhã cedo, foi o prenúncio da desgraça do fim do expediente ontem. Saio do trabalho, pego a condução, como diria vovó, vazia, com bancos brilhando em luz resplandecente, só aguardando para serem preenchidos. Até tocou na minha cabeça um "óóóóóóóó". Sorte!
Sento, não no comecinho, mas do meio para o final do bus. Corredor. Eis que para, em pé, do meu lado, uma moça que preenchia a passagem, cara de orifício, chegava a dar medo. E tranca o ônibus todo. Mesmo com lugares vagos, não se senta. Fica atravancando.
Vários passageiros pedem licença, se espremem como podem e passam pela "muralha". E ela lá, a cara fechando mais e mais. Na minha vez de descer, peço uma "colicença" (da minha terra esta de condensar a expressão) e ela me dispara: "mas que saco, a gente não pode nem ficar em pé nesta m!".
Fiz "cara de colega", como diria meu irmão, me espremi mais que tomate enlatado e passei.
Eita! Vai de táxi!
Sento, não no comecinho, mas do meio para o final do bus. Corredor. Eis que para, em pé, do meu lado, uma moça que preenchia a passagem, cara de orifício, chegava a dar medo. E tranca o ônibus todo. Mesmo com lugares vagos, não se senta. Fica atravancando.
Vários passageiros pedem licença, se espremem como podem e passam pela "muralha". E ela lá, a cara fechando mais e mais. Na minha vez de descer, peço uma "colicença" (da minha terra esta de condensar a expressão) e ela me dispara: "mas que saco, a gente não pode nem ficar em pé nesta m!".
Fiz "cara de colega", como diria meu irmão, me espremi mais que tomate enlatado e passei.
Eita! Vai de táxi!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cara caramba
Hoje me peguei cantarolando uma música que costumava cantar quando ficava tensa, indignada, perplexa... mas com outro sentido. Eu estava cantarolando de faceira.
Em um curto espaço de tempo, muitas coisas mudaram. Mudei de emprego, vendi meu apartamento antigo, novas decisões na vida pessoal. Todas muito positivas. Não que estivesse ruim antes, mas as mudanças também foram boas. Me peguei em estado de felicidade, pura e simples. Singela, mas sincera. E eu sou uma pessoa que resiste ao mudar.
Deixei de conviver diariamente com pessoas bacanas, que além de colegas de trabalho e clientes eram amigos. Mas conheci outras muito "gente", muito gente mesmo, que também são bacanas. Logo, aumentei a lista de gente conhecida que é legal, mas aumentei a lista de saudade também (o que não é mau). Além disso, muitos amigos da minha cidade vieram morar na Capital, pertinho de mim.
Estou com mil planos para uma nova casa. Meu namorido continua o fofo que sempre foi, ainda mais presente, o que me faz me apaixonar por ele de novo todos os dias.
Minha família, depois de um período meio turbulento, está bem, obrigada. Só sinto falta do pão de queijo da mãe, do churrasco com ovo no espeto do pai, dos meus três irmãos e dos meus tios queridos, que são meu pai e minha mãe também.
Então, para resumir: é nóis, ogredo! O mo pai!
Em um curto espaço de tempo, muitas coisas mudaram. Mudei de emprego, vendi meu apartamento antigo, novas decisões na vida pessoal. Todas muito positivas. Não que estivesse ruim antes, mas as mudanças também foram boas. Me peguei em estado de felicidade, pura e simples. Singela, mas sincera. E eu sou uma pessoa que resiste ao mudar.
Deixei de conviver diariamente com pessoas bacanas, que além de colegas de trabalho e clientes eram amigos. Mas conheci outras muito "gente", muito gente mesmo, que também são bacanas. Logo, aumentei a lista de gente conhecida que é legal, mas aumentei a lista de saudade também (o que não é mau). Além disso, muitos amigos da minha cidade vieram morar na Capital, pertinho de mim.
Estou com mil planos para uma nova casa. Meu namorido continua o fofo que sempre foi, ainda mais presente, o que me faz me apaixonar por ele de novo todos os dias.
Minha família, depois de um período meio turbulento, está bem, obrigada. Só sinto falta do pão de queijo da mãe, do churrasco com ovo no espeto do pai, dos meus três irmãos e dos meus tios queridos, que são meu pai e minha mãe também.
Então, para resumir: é nóis, ogredo! O mo pai!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
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